Propostas · 2026
Nuclear, terras raras e Bitcoin: o plano de 30 anos do Missão
O partido propõe um planejamento estratégico de três décadas: domínio do ciclo nuclear, exploração das terras raras, polo de biocombustíveis no Matopiba e reserva em Bitcoin.
Fonte: Livro AmareloPor trás das bandeiras de campanha, o Missão apresenta algo raro na política brasileira: um planejamento estratégico de 30 anos. A premissa é que problemas estruturais — desindustrialização, dependência tecnológica, crime organizado — não se resolvem em um mandato.
No eixo de recursos estratégicos, o plano prevê o domínio completo do ciclo nuclear, o aproveitamento do urânio nacional e a exploração das reservas brasileiras de terras raras — entre as maiores do mundo —, com investimentos bilionários estruturados via BNDES.
Para o Nordeste, a proposta-âncora é um polo de biocombustíveis no Matopiba, a fronteira agrícola que une Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — transformando a região exportadora de matéria-prima em produtora de energia de alto valor.
O componente mais inovador — e polêmico — é financeiro: a constituição de uma reserva econômica em Bitcoin, defendida como proteção de longo prazo do patrimônio nacional.
O plano cita referências históricas concretas: a Embraer, como caso de investimento estatal que virou campeã global após privatização, e a Embrapa, como estatal de tecnologia que revolucionou o agro e, na visão do partido, deve permanecer pública. A sustentação fiscal viria de uma PEC com economia projetada de R$ 3,3 trilhões em dez anos.
Destaques
- Domínio do ciclo nuclear e urânio nacional
- Terras raras com investimento via BNDES
- Polo de biocombustíveis no Matopiba
- Reserva econômica em Bitcoin
- PEC fiscal: R$ 3,3 trilhões em 10 anos