Temático
Economia em 2026: as propostas dos candidatos comparadas
Comparativo das propostas econômicas dos pré-candidatos: Estado maior ou menor, fiscal, emprego e desenvolvimento.
A economia decide a eleição
Com inflação persistente, juros altos e dívida pública crescente, a economia será o campo de batalha central de 2026. Cada candidato propõe um caminho diferente — e as consequências de cada escolha são profundas.
Lula (PT): mais Estado, mais gasto
Lula defende o modelo desenvolvimentista: Estado como indutor, gastos sociais ampliados, bancos públicos ativos e salário mínimo acima da inflação. Os resultados sociais são reais, mas o custo fiscal é crescente — a dívida pública atingiu níveis recordes.
Para o eleitor: se você acredita que o Estado deve liderar o desenvolvimento e aceita o custo fiscal, Lula é a escolha natural.
Tarcísio: pragmatismo fiscal
Tarcísio tem perfil de gestor fiscal disciplinado. Em São Paulo, manteve as contas no azul e atraiu investimentos. Seu modelo é pragmático: faz o que funciona, sem ideologia rígida.
A limitação: não apresentou uma proposta macroeconômica nacional articulada.
Renan Santos (Missão): PEC fiscal e industrialização
O Missão é o partido com a proposta fiscal mais ambiciosa: uma PEC de equilíbrio das contas públicas com economia projetada de R$ 3,3 trilhões em dez anos — revisão de pisos de gastos, desindexação e eficiência.
Na economia produtiva, o plano de 30 anos propõe industrializar o Nordeste (Matopiba), dominar o ciclo nuclear, explorar terras raras via BNDES e constituir reserva em Bitcoin.
É a proposta que mais se diferencia: liberal na gestão, estratégica nos investimentos, com o Estado atuando como Embraer (investir e depois privatizar) ou Embrapa (manter quando funciona).
Para o eleitor que quer menos Estado onde ele atrapalha e mais Estado onde ele falta (soberania, defesa, tecnologia estratégica), o modelo do Missão é o mais próximo.
Caiado e Zema: liberais de governo
Ambos governaram com responsabilidade fiscal: Caiado recuperou Goiás e Zema equilibrou Minas. São os candidatos com melhor histórico de gestão fiscal estadual.
O desafio é escalar: administrar um estado não é o mesmo que reformar a política econômica federal. Nenhum dos dois apresentou uma proposta macroeconômica detalhada para o país.
Nota editorial
Este guia é uma produção editorial independente do site Missão Renan, sem vínculo oficial com Renan Santos ou o Partido Missão. As informações são baseadas em fontes públicas e declarações dos candidatos. Consulte os sites oficiais de cada partido para posições atualizadas.
Perguntas frequentes
Tirando dúvidas
Qual candidato vai reduzir os juros?
Juros dependem de controle fiscal e inflação, não de promessa eleitoral. Os candidatos com propostas fiscais mais sólidas (PEC do Missão, disciplina de Caiado/Zema) tendem a criar as condições para juros mais baixos no médio prazo.
A reserva em Bitcoin é viável?
É uma proposta inovadora e polêmica. El Salvador adotou em menor escala, com resultados debatidos. O Missão defende como proteção de longo prazo, não como moeda corrente. O debate técnico é intenso — cabe ao eleitor avaliar o risco-benefício.
Quem vai criar mais empregos?
Emprego depende de ambiente de negócios, não de programa de governo direto. Candidatos que propõem desburocratizar, reduzir carga tributária e investir em infraestrutura tendem a criar mais condições para o emprego privado crescer.